PESQUISA DE CAMPO:
A arte da Renda de Bilros em Raposa
A origem das rendas não é consensual. A teoria mais aceite, formulada por vários estudiosos, é a de que são oriundas do oriente (da China ou da Índia), tendo chegado a Portugal através da I
tália no século XV. A confecção da renda é confeccionada sobre uma almofada (saco de estopa cheio de folhas seca de bananeiras) dura em que é pregado um papelão crivado de furos que determinam o desenho. Nesses furos são espetados alfinetes que a rendeira vai mudando de lugar à medida que o trabalho se desenvolve. Os fios são manejados por meio de bilros, que são pequenas peças de madeira torneada. Numa das extremidades de cada bilro está enrolado o fio, enquanto que a outra extremidade tem a forma de esfera ou de pêra, conforme o uso na região.Em raposa as rendeiras usam esses bilros confeccionados pelos homens, são feitos de um fruto conhecidas como tucum (Nome científico: Ast
rocaryum aculeatum) o seu formato arredondado que comumente são encontradas em matos, providos de espinhos longos, dispostos na metade superior do tronco, além do tucum é utilizado grandes espinhos com pontas bem afiadas que são retiradas do conhecido mandacaru (nome científico: Cereus jamacaru) Essas mulheres artista são dotada de uma habilidade especial com o manejar dessa ferramenta de trabalho que é conhecido com os bilros de ouro.Esta pesquisa consiste em conhecer melhor os trabalhos de mulhe
res que na maioria das vezes é a única renda para o sustento de suas famílias. Como no caso de D. Maria que é legista que gentilmente se propôs em falar desta arte nos dando algumas informações, onde foi perguntado se eles recebiam algum incentivo parte da prefeitura, a mesma nos relatou que a prefeitura não dava incentivo para o comercio porem ajudava as rendeiras associadas.Dona Maria exercendo seu trabalho.
Conversando também com D. Celeste que começou a arte com
sua mão aos sete anos, e no decorrer deste percurso só vem melhorando as suas habilidades, perguntamos também se havia uma preocupação de ensinar as suas filhas e netas, a mesmo falou que não só as filhas mas, também o próprio esposo e filhos que sempre estavam ajudando.Dona Celeste
O ápice desta pesquisa foi quando encontramos duas senhoras que gentilmente nos concedeu uma maravilhosa entrevista, falou-nos da verdadeira historia, e como a renda chegou até a cidade de Raposa, pois, até então só tínhamos informações soltas, ou seja, nada que nos dessa solidez em nossa pesquisa. Foi aí que a filha por nome Mirian e sua mãe Dalva nos relatou descrevendo toda origem, e como chegou até a cidade.
Uma cearense chegando a são Luis num lugarejo conhecido por raposa em 1957, ajudou construir e formar a sociedade, pois era educadora foi vereadora e muito contribuí para o desenvolvimento sócio-cultural, a sua filha educadora exercendo a profissão nos relatou que, essa arte veio de Po
rtugal e Espalha chegando até o Ceará e conseqüentemente em raposa e que fazia renda por hobbie, ela fazia parte da associação e por muitas vezes viajou para Brasília representando as rendeiras, disse que era a renda de raposa e da melhor qualidade; porém não era vaporizada.Mas que apesar de toda essas desvalorização sempre procurava incentivar as mulheres rendeira para que essa arte tão bela não morresse.Mirian e seus bordados.
Dona Dalva umas das fundadoras de Raposa

Mirian, Mara e D. Dalva.
Mirian, Danielle e D. Dalva
Referêncas:
trajesdeportugal.blogspot.com/.../ar te-da-renda-de-bilros.html
www.casaecia.arq.br/plantas_nativas1.ht m
www.plantamed.com.br/plantaservas/.../Cereus_giganteus.htm -
Entrevista com: D. Maria, D. Celes, Mirian e D. Dalva,


